• Leo C. Arantes

Thor Renasce o Deus do Trovão - Volume 1 - Sem Spoilers


Jason Aaron dá continuidade ao seu trabalho de 7 anos a frente dos títulos do Deus do Trovão e começa a dar indícios de que a batalha que está por vir será o ápice de tudo o que foi construído durante esse tempo. Após vermos o desfecho de Jane Foster nos dois últimos encadernados da Morte da Thor, é a vez de Odinson retornar com força total de sua indignidade e liderar a cavalaria asgardiana rumo a Guerra dos Reinos; nova grande saga da Casa das Ideias no ano de 2020 e que ameaça todos os Dez Reinos.

Roteiro

Após a destruição de Asgardia e de todos os artefatos guardados na sala de Odin serem espalhados pelo universo, Thor passa a procurá-los e reavê-los para que não caiam em mãos erradas e sejam usados para algum propósito maligno. Em uma dessas procuras, ao chegar na Tailândia, em dos templos de Cyttorak, ele encontra o Fanático, com quem luta até recuperar o Olho do Feiticeiro. Esse início, apesar da luta ser divertida, é bem arrastado mas cumpre o seu papel de apresentar um novo status quo ao personagem e a seu universo, agora sem Asgardia, sem Bifrost e sem Mjolnir.


Acompanhando a mudança de alguns asgardianos para a Nova Iorque após a destruição de seu lar, Thor recebe a visita de Loki que lhe oferece ajuda para parar a guerra que se aproxima, transportando Thor para qualquer reino desejado já que a Bifrost não existe mais, mas como o deus da trapaça nunca perde sua lábia, Loki exige uma recompensa que está entre as relíquias recuperadas por seu irmão que logo rechaça essa ideia, mas acaba sendo levado junto com o cão do inverno, Thori, para Niffleheim contra sua vontade.

No reino de gelo eles se unem a Tyr, Karnilla, Skurge e Balder a fim de usar o exército dos mortos contra Sindr, rainha das cinzas e aliada de Malekith na guerra dos reinos, que deseja subjugar Niffleheim. Porém as tropas de Balder, agora soberano do reino gelado, não seriam páreo para a ameaça vindoura e a única opção que lhes resta é ir aos portões de Valhalla e convocar as Valquírias.


Mesclada a essa narrativa, vemos um Rei Thor velho, o último dos deuses num universo à beira do fim, logo após reconstruir a Terra, outrora destruída, e enchê-la de vida novamente. Para sua surpresa ele encontra com a Velha Fênix, uma amálgama entre Força Fênix e Velho Logan, que o questiona sobre o porquê dele ter restaurado o planeta mais problemático no cosmos e interferido no seu equilíbrio, até são interrompidos pela chegada de um Deus Destino mais forte do que nunca e que deseja destruir a Terra definitivamente, provocando uma batalha grandiosíssima, seguramente uma das mais épicas dos últimos tempos. Além disso, ainda vemos a ascensão de Loki nos confins do universo, tecendo, mais uma vez, planos para derrotar Thor.

Veredito

Jason Aaron mais uma vez nos apresenta um épico digno dos deuses nórdicos, com batalhas grandiosas, intrigas familiares, trapaças e desfechos inesperados, características essas que foram a tônica de seu trabalho à frente dos títulos do Deus do Trovão desde sua estreia em 2012. Sempre coeso e sem fujir dos atributos principais dos personagens desse núcleo divino da editora, Aaron consegue criar expectativas tanto para o que deve acontecer daqui pra frente, quanto para o que aconteceu antes de Thor se tornar o Rei de Asgard e ver o universo chegando a seu fim. A arte de Mike del Mundo e Christian Ward se assemelha um pouco aos desenhos de Esad Ribic, antigo parceiro de Aaron nas revistas do Thor, com um traço aquarelado muito bonito de se ver, mantendo uma "unidade visual" nos desenhos dessa grande fase do Deus do Trovão.

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